Módulo IV – atividade 3 – alimentação do blog – 1ª postagem
hipertexto, hipermídia, hiperlink e autoria na web.
HIPERTEXTO


HIPERTEXTO – hiper do grego, para além ou excedente.
Hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. (Pierre Lévy).
O hipertexto é um termo que remete a um texto em formato digital, ao qual se junta outros conjuntos de informações na forma de blocos de textos, palavras, imagens, animações ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas, denominadas hiperlinks, ou simplesmente links, tornando-se a base da Internet. Designa um processo de leitura/escrita não linear e não hierarquizada, permitindo o acesso ilimitado a outros textos de forma instantânea, por exemplo, ao acessar um site, escolhe-se o caminho que deseja seguir e, ao clicar o mouse em determinadas frases, palavras, ou imagens, novos textos surgem. E esta estrutura textual permite que o leitor, ao escolher a seqüência de leituras, seja co-autor do texto, seguindo cada uma das ligações, sem a necessidade de uma sequência lógica ou regras, o que permite ao leitor desviar o fluxo da leitura para os assuntos referidos, com o intuito de aprofundar a compreensão do texto inicial ou, simplesmente, ignorá-las.
HIPERMÍDIA
HIPERMÍDIA, de acordo com Vicente Gosciola, é “o conjunto de meios que permite acesso simultâneo a textos, imagens e sons de modo interativo e não linear, possibilitando fazer links entre elementos de mídia, controlar a própria navegação e, até, extrair textos, imagens e sons cuja seqüência constituirá uma versão pessoal desenvolvida pelo usuário”, ou seja, corresponde a integração de diferentes modalidades de mídia: gráficos, imagens, textos, áudio, animação (que possibilita melhor visualização de imagens em 3-D, enriquece representações gráficas, permite mapear fenômenos que mudam com o tempo, etc.) e vídeo (utilizado para mostrar coisas que se movem) na representação de dados, podendo, ainda, navegar em ambientes virtuais como blog, em site comercial, interagir com outros usuários em site de relacionamento, trocando informações.
HIPERLINK
HIPERLINK (nó) – elo, ligação, vinculação, conexão, inter-relação conteúdo, podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos, significa qualquer coisa que se coloca em uma página da web e que, quando clicada com o lado esquerdo do mouse, abre uma página diferente, ou um lugar diferente, da internet. A página diferente pode ser do próprio site ou de outro site. O lugar diferente pode ser na própria página - você clica no link e ele te conduz, imediatamente, a outro lugar da página. O lugar diferente pode ser também um formulário, ou uma página de email para se enviar uma mensagem. Assim, o link é um endereço que o computador segue para chegar a algum lugar, na página ou fora dela.
AUTORIA NA WEB
AUTORIA NA WEB, são sites onde o usuário pode publicar ou alterar informações, como a Wikipédia, o Domínio Público, o Portal do Professor, sites de buscas, interagir e trocar informações com outros autores, entre outros.
sábado, 29 de maio de 2010
Postado por FABÍOLA E JACIREMA às 23:19:00 0 comentários
quinta-feira, 20 de maio de 2010
DIA DA LÍNGUA NACIONAL - 21 DE MAIO
21 de Maio - DIA DA LÍNGUA NACIONAL
ORIGEM E FORMAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Homem e a Índole Comunicativa e Social
A Linguagem Verbal
A linguagem é uma das características maiores do homem. Desde a pré-história, a necessidade de comunicação se fazia presente. Antes da língua oral, o homem desenvolveu outras linguagens como gestos, sinais e símbolos pictóricos, amuletos, tudo isto relacionado com o mítico (deus).
Essa necessidade de se comunicar encontra fundamento na própria essência humana, já que se nota a propensão à partilha e à organização social.
Acredita-se que as primeiras articulações de sons produzidos pelo nosso aparelho fonador, com significados distintos para cada ruído, convencionados em código, foram celebradas na Língua Indo-européia, numa região incerta da Europa oriental, a 3000 a.C. A partir de então, o Indo-europeu foi levado a diversas regiões, desde o Oriente Próximo até a Grã-Bretanha. Justamente pela grande propagação dessa língua em territórios tão distantes, O Indo-europeu evolui na forma de diversas novas línguas, como o grego, o eslavo e o itálico.
Língua e história
O português falado e escrito no Brasil recebeu a influência e a contribuição de diversas outras línguas, especialmente das diversas variações do tupi falado pela maioria das nações indígenas que aqui vivia antes da chegada do colonizador, bem como do idioma ioruba dos povos africanos jejes e nagôs que para cá foram trazidos como escravos. Trata-se de um longo processo que se estendeu ao longo de quase quatro séculos.
No entanto, não foram só as influências africanas e indígenas que ajudaram a moldar o português do Brasil. No século 19, nossa língua também foi influenciada pelo francês, que era falado pelas elites intelectuais do país. Já no início do século 20, vieram as contribuições dos imigrantes, em especial dos italianos, que se estabeleceram nas regiões Sudeste e Sul. Em matéria de línguas estrangeiras, é a influência do inglês que se faz sentir mais notadamente entre o fim do século passado e o atual.
A língua, portanto, é um fenômeno dinâmico, que está sempre evoluindo e se modificando. Desde as origens do português (e de todas as línguas) tem sido assim. A língua portuguesa originou-se do latim, o idioma que o Império Romano difundiu por todo o continente europeu por volta do século 3 a.C. E convém lembrar que esse latim já havia sido bastante influenciado pelo grego, uma vez que a civilização helênica tornou-se um modelo para Roma.
Línguas neolatinas
De qualquer modo, à medida que se afastou do seu centro de difusão, Roma, e se espalhou pelo continente, o latim foi sofrendo modificações e influências de línguas locais e regionais e passando por transformações. As mudanças não decorriam somente de fatores geográficos, mas ainda históricos: a passagem do tempo também contribui para que uma língua se altere. E a alteração pode ser tanta, que ela acaba se tornando outra.
Com o latim essas transformações ocorreram devem ter ocorrido e se acelerado entre o fim do Império romano do Ocidente (século 4 d.C.) e a Idade Média. Deram origem às línguas neolatinas, grupo que abrange principalmente o espanhol,o francês, o italiano, o português e o romeno, mas também o galego, o catalão e o provençal.
O português desenvolveu-se na península Ibérica. Diferenciou-se do que viria a ser o espanhol no século 9, quando o Condado Portucalense se desmembrou dos reinos de Leão e Castela, num processo que originou, respectivamente, Portugal e a Espanha. A língua portuguesa dessa época - o português arcaico - ainda diferia bastante da que falamos hoje.
Gramática e Acordo Ortográfico
Somente por volta do século 16 o português ganhou sua forma "atual", encontrando sua maior expressão escrita em "Os Lusíadas", poema épico de Luís de Camões, que se transformou na principal referência para o estabelecimento de uma gramática da língua portuguesa. Por gramática, pode-se entender o conjunto de normas que determinam o uso de uma língua de modo a uniformizá-la, a torná-la comum e compreensível para todos os que a têm como língua materna.
Essa idéia de uniformização da língua portuguesa ganha um especial destaque no ano de 2008, quando se concluiu o Acordo Ortográfico que pretende padronizar e unificar o modo de se escrever as palavras do português nos países
em que hoje ele é falado.
No presente, além de Portugal e do Brasil, o português é a língua nacional de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste. Trata-se da quinta língua mais falada no mundo contemporâneo. Ela é um patrimônio comum a mais de 200 milhões de falantes no mundo inteiro.
A idéia que está por trás do Acordo Ortográfico é a de que qualquer falante da língua, independentemente do país de que provém, possa se entender com os outros falantes do português em qualquer país onde ele é a língua nacional.
Uma contribuição de nosso incomparável poeta e membro fundador da Academia Brasileira de Letras
SONETO DE OLAVO BILAC
Lingua Portugueza
Ultima flor do Lacio, inculta e bella,
És, a um só tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lyra singela,
Que tens o trom e o silvo da procella,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”,
E em que Camões chorou, no exilio amargo,
O genio sem ventura e o amor sem brilho!
Postado por FABÍOLA E JACIREMA às 11:23:00 0 comentários
